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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sorriso de Plástico

A Sra. E. Rocha sempre se importava. Uma das vezes que deixou isso muito claro, foi quando mostrou que estava muito mais atenta a como eu me sentia com M. Rocha do que a própria. Ela veio me vendendo o discurso de que sua filha era uma pessoa difícil, mas que gostava muito de mim e a família também gostava.
M. Rocha não se tocou, até o dia que eu virei pra ela e disse: "vamos terminar porque já não aguento mais você sendo cabaça na minha vida" Nossa, ela ficou desesperada! Fez um drama terrível, se colocando como vítima dos problemas da sua vida, dizendo que sabia que era uma pessoa complicada e que sabia que a maioria nem gostava dela, mas que ela podia ser uma pessoa legal, que ela ia se esforçar.
Aí eu conheci a M. Rocha, a boneca de plástico oco, com risos vazios, comentários prontos, forçados, do tipo que se pratica na frente do espelho... Uma garota completamente superficial, autômata. 
Não preciso dizer que aquilo fez eu me sentir pior ainda. Me perguntava por que dela fazer isso comigo, por que dela agir assim?? E tivemos outra briga. E ela disse que estava sendo legal... A boneca de plástico oca legal, só se fosse. Disse que ela estava sendo artificial, vazia, que aquilo era forçado. E ela continuou ainda, mas só por mais uma semana. Ao fim desta, voltou a ser a coisinha petulante, controladora e insuportável.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Os três anos e a energia nuclear

Quando fui a creche doar os presentes que ela me devolveu, foi muito, realmente muito engraçado ela dizer que perdeu três anos da própria vida comigo. Engraçado por dois motivos: um deles, não tínhamos três anos, que outros 5 meses ela estava somando pra fazer três anos?? Segundo: como pode alguém correr atrás de algo que rouba anos da própria vida? É o mesmo que se tacar voluntariamente numa ogiva nuclear pra contrair um câncer. Se você se taca, a culpa é toda sua. Se queixar, se foi você quem correu atrás, é o mesmo que dizer pro Einstein, teórico que alavancou a descoberta da energia nuclear que ele tem culpa do seu maldito câncer!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A história do Tarot

Uma das histórias que eu não pude esquecer foi quando a Sra. E. Rocha, mãe dela, tirou um jogo de tarot sobre M. Rocha e, supostamente, apareceu nas cartas, descrito, um suposto príncipe encantado, bem a la Rapunzel, tipo salva a da torre e carrega embora. Nessa época, eu já tinha começado a sentir desânimo como relacionamento, já não tinha mais vontade nenhuma de seguir pro degrau acima no nosso relacionamento. E euzinho, do nada, virei o cara apareceu nas cartas! Ou seja: ela me chantagear, me manipular, me explorar financeiramente, tornar os meus míseros momentos de alegria com meus amigos o mais insuportáveis possíveis ou me fazer sentir culpa por ter passado por eles e me obrigar a assumir compromissos que eu não queria nem estava pronto era o meu destino... Muito fácil empurrar isso goela minha abaixo, quando nada mais que importa está próximo. Já não acreditava no amor, nem em felicidade no casamento, nem em coisas especiais, nem em nada que me pudesse tirar daquela cova. 
Mas a verdade mesmo é que aquilo nunca foi o certo. Eles só estavam tentando me obrigar a aceitar que aquilo era o certo, novamente! E fizeram isso de todas as formas que puderam. 

domingo, 7 de novembro de 2010

Mais um conto da bicicleta

Uma das vezes que liguei para a Sra. E. Rocha pra pedir o número de M. Rocha pra falar da devolução da tal bicicleta, ela (a mãe) disse que queria conversar comigo antes, que só ia passar o número pra eu marcar de devolver se eu conversasse com ela. Eu disse que só queria devolver a bicicleta. Ela disse que não, que não queria bicicleta, que nem fazia questão da bicicleta, mas que eu teria que conversar com ela! Nesse dia, minha atual namorada estava comigo. Ela ficou ultrajada!!! Disse que eu levasse e largasse no portão deles, ou se eles não queriam, que eu jogasse fora. Mas também, pudera: eles estavam tentando usar a bicicleta mais o meu caráter pra me obrigar a falar com eles! Será que eles não entendiam que eu não queria mais saber dela?
O tenso é que, quando o Sr. A. Rocha foi fazer escândalo no meu portão, disse ser uma bicicleta com grande valor emocional... depois disso, como eu poderia, em qualquer momento, acreditar ou dar crédito pra essa gente?

Suspeitas da minha antiga conta do Msn

Não posso dizer realmente que foi ela quem logou e excluiu a maior parte dos meus contatos (tipo uns 90%) da minha conta anterior, mas posso dizer porque eu suspeito que foi ela.
Eu tinha terminado com ela, estava solteiro. Aí, apareceu aquela janelinha avisando que meu msn estava logado em mais de um computador. Foi um choque pra mim. Na hora liguei pra ela e dei uma bronca nela. Ela negou, mas a voz, o jeito... eu sabia que era mentira; depois de quase três anos com a mesma pessoa, isso é algo que se pode identificar, ainda mais depois de todas as mentiras dela. Depois do telefonema, a mensagem do programa desapareceu. Eu fui e mudei as senhas que eu sabia que estavam gravadas na casa dela. 
Provavelmente, a primeira vez que ela logou, eu ainda estava com ela. Ainda bem que ela não resolveu usar a minha identidade online pra falar nenhum desaforo pra amigo meu... Mas se acontecesse, não seria surpresa.

sábado, 6 de novembro de 2010

Os últimos joguinhos (parte 1)

Após o relacionamento terminado, eu fiquei com uma bicicleta, que era dela, em casa. Eu queria devolvê-la pra eles pra por um ponto final de vez. 
Do momento que eu terminei até ela me ligar, cerca de duas semanas depois, eu não a procurei de forma nenhuma. A bicicleta ficou largada em casa. Quando M. Rocha me ligou, queria que eu fosse encontrá-la sobre o pretexto de conversar, disse que não queria nada comigo. Eu já sabia que seria mais um de tantos joguinhos dela pra cima de mim e recusei. Nesse meio tempo, ela visitou a página do orkut da minha atual, excluiu as fotos do próprio perfil, exceto avatar, e nesse período também, meu msn teve quase todos os contatos deletados sem explicação nenhuma. Fiquei off um dia, quando entrei no dia seguinte, quase todos deletados. Fiz um novo msn. E ela ainda me adicionou!

A relação com Sandman



Entre tantas coisas que eu sou fan, uma delas era a obra de Neil Gaiman, especialmente a HQ Sandman. Além do suspense, é um quadrinho repleto de violência psicológica, num ambiente sombrio e fascinante. 
Nessa HQ havia, de todos os personagens, um que era meu favorito: era a Morte do Perpétuos, a Death, irmã do personagem principal, Sandman. Pra mim era a personagem mais legal do mundo! O jeito de se vestir, de falar, de encarar a vida... M. Rocha notou isso, e iniciou um relacionamento fictício com esse universo. Usava frases, entrava em comunidades sobre o assunto, e quando consegui escapar de vez, chegou a se fantasiar de Morte achando que de alguma forma isso me faria olhar pra ela!! Como se um ank, um pouco de pancake branco e batom escuro pudessem me comprar!!! O que ela mal sabia era que enquanto ela usava desse recursinho tosco, eu estava iniciando um relacionamento com uma pessoa que, ironicamente, gostava de Sandman. E gostava antes de eu falar qualquer coisa!
M. Rocha, na real, jamais leu os quadrinhos. Como eu sei? Ela não aguentaria o terror psicológico, as cenas sangrentas e não acompanharia o raciocínio da história! Aquilo foi só uma tentativa patética de fingir ser algo que ela não era, não é agora, nem jamais será: uma pessoa interessante.

Ciência secreta

Coito terminado com felação: engravida. Eu sabia que era mentira, ela sabia que era mentira, mas acho que ela desejava minha fertilidade tão intensamente, que na cabecinha dela o que ia pela garganta, de alguma maneira viajaria pra chegar até o útero.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A minha moto (parte 3)

Uma das vítimas das mentiras dela foi a minha moto. Eu tinha de pará-la pelo menos a um quarteirão de distância da casa dela para evitar suspeitas. Mesmo com cadeado, o bairro era muito mal frequentado e passagem de alguns elementos bem assustadores, logo eu sempre tinha medo me roubarem a moto. Mas eu não tinha escolha.
Um dia, quando voltei pra pegar minha moto, havia um blilhete nela: "um carro derrubou sua moto e eu levantei ela." Esse tombo detonou com ela. 
Me recordo que a Sra. E. Rocha me ajudou com o orçamento da manutenção, mas ainda ficou muito caro. Nessa época, eu já queria trocar de moto, mas o medo de ser roubado, me empediu. Eu preferia que o prejuizo fosse menor.
Quando finalmente troquei de moto, usava um escapamento silencioso, ao invés do barulhento, que havia vindo com ela e eu gostava mais. A certo ponto, já não aguentava mais e troquei pro escapamento que eu gostava mais, e era bem mais barulhento. Dava pra me ouvir chegando de longe, ainda mais naquelas ruas vazias. O pai dela desconfiou. E eu sofri com as indiretas.
O problema disso é que ela já sabia que eu era motociclista, e gostava disso. Não tinha plano de, tão cedo, comprar um carro. M. Rocha chegpou ao ponto de me dizer a frase: "eu não acredito que em quase três anos de namoro você não teve dinheiro pra comprar um carro!" Por algum raio de motivo, ela achava que eu tinha essa obrigação!!! Essa última foi uma das coisas que fez transbordar o copo.

A minha moto (parte 1)

M. Rocha era proibida de andar de moto, indenpendente da circunstância, mesmo já sendo maior de idade. Mesmo assim andava, e para isso mentia ao pai. O Sr. A. Rocha, era o único da família que não sabia. Quando ele fazia turno noturno, era fácil. Quando não, a Sra. E. Rocha usava de método que não vou dizer para fazê-lo ficar cansado e dormir cedo. Muitas vezes o que a mãe fazia era jogado na minha cara. Eu achava que deviam conversar os três e ela devia se impor pro pai. Ao invés disso, me colocava em sutuações ridículas pra continuar covarde, no canto dela, arriscando o casamento dos pais. O pior era que ela jogava essa última parte na minha cara, como se eu fosse a favor dela mentir! 
Ela nunca contou ao pai que andava de moto comigo. Isso era um segredo protegido a sete chaves - até hoje.

Aniversário do Avô

Outra festa de família das que sempre me deixavam deslocado. Essa, eu não fui. Queria evitar que os constrangimentos que o aniversário do irmão dela me causaram se repetissem. Foi tão ruim quanto se eu tivesse ido.
Eu, bonzinho, fui buscá-la depois da festa, escondido, como sempre. Quando chegamos na minha casa, ela ficou de tititi sobre a festa, como se eu quisesse saber. E, nessa conversinha mole, disse uma frase, supostamente dita pelo avô: "por que ele não veio? No próximo ano eu posso não estar mais vivo." Quando M. Rocha disse isso, seu ego inflou; ela sabia o peso de culpa que isso criou em mim. Desanimei; ela, com a cara mais dramática possível, tentando me convencer do mal que eu tinha feito. Mas a verdade é que eu nunca menti: sempre fui muito sincero sobre o desconforto que me causavam aqueles tipos de festa.

O quarto dela: casa de bonecas

As coisas eram quase todas rosa. As paredes, os detalhes, em cores de quarto de menina de 10 anos; a cama, pequena. Eu no quarto dela, como numa casa de bonecas, no maior amasso lá dentro, e ela não sendo uma menina de 10 anos. E eu pensei: eu não sou o Ken da Barbie. Nem um príncipe encantado dos desenhos da Disney. O que eu to fazendo aqui?? O mais bizarro era que ela não era uma criança; longe disso. Era uma jovem tentando se passar por uma criança. Pior ainda, M. Rocha nem tinha autorização dos pais para eu estar lá. E eu, metido em uma das primeiras das muitas mentiras.

Como ela me manipulava



Antes que qualquer um ache que estou me fazendo de vítima, vou tentar explicar como as coisas eram.
Quando cheguei lá, fui recebido como um príncipe: a comida, a melhor possível, acesso a todos os bens móveis da casa, como internet banda larga (eu não tinha, meu salário não me permitia), televisão à cabo, paga, conforto além da conta, que também não era tanto na minha casa, viagens. Resumindo: fui seduzido por confortos materiais. No começo, tudo é ótimo num namoro. O problema é que quando as coisas começaram a deixar de serem ótimas, todas essas coisas que me deram sem eu jamais ter pedido viraram objeto de chantagem para eu não a deixar. M. Rocha dizia coisas como: "eu te levei pra Ilha Bela e a gente não cobrou nada de você." ou "meu pai chegou pra pegar a panela de feijão, e perguntou assim: -cadê o feijão?" -eu tinha comido todo feijão. "a minha mãe faz uma mistura especial que ela só faz quando você vem aqui", e até ao ponto de coisas como "a minha mãe mente para o meu pai para eu poder sair escondida com você, ela põe o casamento dela em risco" e coisas assim... O pior é que os pais eram parte desse jogo perverso. O que o Sr. A. e a Sra. E. fizeram não preciso dizer que quase foi pior do que o que ela fazia, pois eles geralmente queriam envolver meus pais nos escândalos. Até sexualmente fui manipulado. Fora os choros forçados.


-Mãe (Sra. E. Rocha)
A mãe dela se mostrou uma pessoa frágil, gentil e dedicada, muito dedicada mesmo. Ela fazia tudo pela M. Rocha. No entanto, o tempo foi passando e eu fui percebendo que ela acabava sendo somente uma marionete dos desejos da filha e essa fragilidade era mais uma arma pra me prender e manipular. Sempre que algo ruim acontecia na casa, a mãe tentava amenizar as coisas e me dava diversas justificativas, tentando sempre se desculpar por tudo e por todos comigo. Ela era o elo que mantinha a família unida, e chegou a fazer coisas por mim que mesmo minha própria mãe não fez. No entanto, quando se tratava das vontades da menina, ela acabava ficando como a pessoa manobrada da situação. A Sra. E. Rocha chegou a justificar atos da própria filha culpando o marido e seu emprego, que era bastante estressante. Chegou também a mentir pra que pudéssemos sair juntos. Ela usava de subterfúgios para deixar ele cansado e adormecer para que M. Rocha pudesse sair comigo quando o Sr. A. não estivesse trabalhando. Ela também mentia para que a menina pudesse andar de moto.  
Conversava comigo, falando sobre seus problemas pessoais, tentando me acalmar em relação às brigas que eu tinha com M. Rocha. Apesar de ser uma boa pessoa, acabou me prejudicando muito. No fim, me senti usado por ela também.


-Pai (Sr. A. Rocha)
O Sr. A., no começo, se mostrou a pessoa mais legal do mundo, que sorria e concordava com tudo que eu falava. Era bom ouvinte, e agradável. No entanto, o tempo passou e isso mudou, e ele se mostrou uma pessoa explosiva. Aos poucos, foi piorando; foi ficando cada vez mais desestruturado. Os sofrimentos na vida, mais o estresse do emprego que era intenso acabaram tornando ele um homem imprevisível. Defendeu cegamente a filha mesmo quando ela mentia, e ela manipulava-o de forma a usar essa reação imprevisível pra tentar me prejudicar. Chegou me ameaçar no meu portão. Não fosse uma das pessoas que me ajudou a sair dessa situação toda, isso teria prejudicado a minha família, inclusive tendo consequências gravíssimas para um familiar meu que tem problema no coração.