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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sorriso de Plástico

A Sra. E. Rocha sempre se importava. Uma das vezes que deixou isso muito claro, foi quando mostrou que estava muito mais atenta a como eu me sentia com M. Rocha do que a própria. Ela veio me vendendo o discurso de que sua filha era uma pessoa difícil, mas que gostava muito de mim e a família também gostava.
M. Rocha não se tocou, até o dia que eu virei pra ela e disse: "vamos terminar porque já não aguento mais você sendo cabaça na minha vida" Nossa, ela ficou desesperada! Fez um drama terrível, se colocando como vítima dos problemas da sua vida, dizendo que sabia que era uma pessoa complicada e que sabia que a maioria nem gostava dela, mas que ela podia ser uma pessoa legal, que ela ia se esforçar.
Aí eu conheci a M. Rocha, a boneca de plástico oco, com risos vazios, comentários prontos, forçados, do tipo que se pratica na frente do espelho... Uma garota completamente superficial, autômata. 
Não preciso dizer que aquilo fez eu me sentir pior ainda. Me perguntava por que dela fazer isso comigo, por que dela agir assim?? E tivemos outra briga. E ela disse que estava sendo legal... A boneca de plástico oca legal, só se fosse. Disse que ela estava sendo artificial, vazia, que aquilo era forçado. E ela continuou ainda, mas só por mais uma semana. Ao fim desta, voltou a ser a coisinha petulante, controladora e insuportável.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Wanna be

Ela era muito wanna be. Catava coisas minhas em casa, e levava pra casa dela: bichinhos de animes que ela mal assistiu o começo, blusas de bandas que ela nem gostava, miniaturas que eram compradas com o meu dinheiro... coisas assim. Chegou a colar troços nos meus objetos, descaracterizá-los, sem permição, sem avisar, só porque ela achava que era daquele jeito que tinha que ser. E ainda, ai que saco que foi pra conseguir fazer ela devolver!!
Usava meus óculos modelo "Ozzy Osbourne", como se combinasse com ela, com o que ela vestia ou com o jeito que usava o cabelo, sempre somente pra fazer pose pra foto! Coitado de quem via essas fotos e achava aquilo legal! Fora a barra que forçava sobre evento de anime, como se conseguisse enganar alguém de que gostava de anime ou qualquer coisa relacionada! 
Com tanta coisa pra uma pessoa fazer, com tanto pra essa pessoa desenvolver, por que ficar mentindo pra si mesma sobre ser algo que não é e gostar do que não gosta? Simples. Ela realmente achava que estava me segurando com aquelas coisas. Mentira deslavada. 

I wanna be the love of your life

Eu sei que ela queria ser o amor da minha vida, eu sei que ela queria ser a garota que eu levaria pro altar. Mas sabe qual a verdade? Ela não se esforçada, não se dedicava, não se preocupava em ser agradável, não tentava me entender, não se interessava pelas minhas vontades e não queria saber das minhas necessidades. Sempre era tudo sobre ela mesma, como ela se sentia, o que ela fazia, o que ela queria. Resumindo: a única história de amor que ela teria, seria entre ela e ela mesma. Entre ela e as merdas das alianças, dos ursos, dos pôneis e do seu lindo e irreal mundo de faz-de-contas. 
Isso foi algo que ela nunca entendeu. A verdade é que ainda desconfio que ela possa ter aprendido o que é sentir, de verdade, aquela coisinha que une casais que se chama amor. Mas, sinceramente, espero que sim, pois isso significaria que ela me deixaria em paz, eu poderia viver o meu atual felizes pra sempre sem o tormento dessa criatura, que tirou tanto de mim, ainda me azarando e fofocando minha vida.

Aliança: valores

Tudo começou quando comentei de um amigo que com 1 mês de namoro com uma menina, já estava usando aliança. Quisera eu não ter dito isso. M. Rocha começou a achar que o nossa relação era tão merecedora de anéis quanto a do meu amigo! Consequência: eu fui coagido a comprar a porcaria das alianças que eu nem queria ter usado jamais com ela! O tenso era que não tínhamos nem completado três meses. 
Primeiro, eram só indiretas. Indiretas que evoluíram para pedidos, que acabaram se tornando indiscretos, depois cobranças, como se usar aliança fosse assumi-la. Assumir mais o que? Já tinha sido tacado no meio daquela família, já tinha sido legal com todos, já tinha conhecido os pais, já tinha feito tudo que um cara descente faria. O que ela não entendeu em momento nenhum é que a vontade não veio porque esse tipo de vontade vem de dentro, vem do amor, vem espontaneamente. Não é o tempo, não é questão de assumir ninguém. 
A aliança, mais um troféu que ela queria pra esfregar na cara dos outros o que ela tinha, pra provar que era alguma coisa, pra provar uma coisa artificial, e não pra selar um grande amor. Era uma recompensa pelos supostos terríveis "sacrifícios" que ela fazia, e eu não pedia. Era um preço. Não poderia ter inversão maior de valores.
A verdade é que eu dei todas as chances que poderia dar a ela pra ela merecer receber alianças, e ainda sim, no fim, o máximo que ela conseguiu fazer foi me obrigar. Pelo menos, depois depois que comprei, pra lá de seis meses de namoro, calou a boca.

sábado, 6 de novembro de 2010

Os últimos jogos (parte 3)



Quando minha namorada soube que a garota que tinha visitado o orkut dela era minha ex, e soube das frases enviadas, do telefonema e da história da bicicleta, ela passou a entrar na página do orkut da minha ex porque sabia que ela estava tramando algo. Um dia, pra nossa surpresa, ela voltou a colocar fotos. Na hora que vi quais, não acreditei. Era muita falta de amor-próprio... Nesse dia já tinha vindo até na cidade onde mora minha atual pra nos conhecermos pessoalmente. O que eu não imaginava era que se tratava de mais um joguinho... 
A maior parte, fotos tiradas por mim. Algumas do cosplay de Morte. As frases eram músicas que ela mal conhecia, todas que eu gostava. Das fotos que eu tinha batido, havia foto de viagens que eu tava com ela, foto dela no meu quarto ao lado do meu armário, foto dela sentada na minha cama, foto dela usando os meus (repito MEUS) objetos pessoais, como um óculos redondo parecido com o do Ozzy, etc. Tinha também fotos tratadas com efeitos do Photoshop idêntico a efeitos que eu havia usado em foto que tava no meu orkut, que eu mesmo havia feito por insistência dela. Ela deve ter achado que tava me enviando algum tipo de mensagem secreta sobre meu passado ou coisa assim, ou então fez só pelo gosto de deixar minha garota mal... Quando pedi que ela tirasse, o doce que fez foi imenso. M. Rocha devia pensar que qualquer daquelas lembranças realmente faziam grande diferença pra mim.

A relação com Sandman



Entre tantas coisas que eu sou fan, uma delas era a obra de Neil Gaiman, especialmente a HQ Sandman. Além do suspense, é um quadrinho repleto de violência psicológica, num ambiente sombrio e fascinante. 
Nessa HQ havia, de todos os personagens, um que era meu favorito: era a Morte do Perpétuos, a Death, irmã do personagem principal, Sandman. Pra mim era a personagem mais legal do mundo! O jeito de se vestir, de falar, de encarar a vida... M. Rocha notou isso, e iniciou um relacionamento fictício com esse universo. Usava frases, entrava em comunidades sobre o assunto, e quando consegui escapar de vez, chegou a se fantasiar de Morte achando que de alguma forma isso me faria olhar pra ela!! Como se um ank, um pouco de pancake branco e batom escuro pudessem me comprar!!! O que ela mal sabia era que enquanto ela usava desse recursinho tosco, eu estava iniciando um relacionamento com uma pessoa que, ironicamente, gostava de Sandman. E gostava antes de eu falar qualquer coisa!
M. Rocha, na real, jamais leu os quadrinhos. Como eu sei? Ela não aguentaria o terror psicológico, as cenas sangrentas e não acompanharia o raciocínio da história! Aquilo foi só uma tentativa patética de fingir ser algo que ela não era, não é agora, nem jamais será: uma pessoa interessante.