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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Obrigações

Geralmente um namoro se baseia em sexo, ou em amizade, ou em amor, ou em um grupo dessas coisas.
Com ela, se baseava unicamente em obrigações. Obrigação que eu tinha de dar presentes pra ela, de dar alianças, de ir nos tais jantares que sempre de deixavam exausto e sempre eram uma dificuldade por causa dos meus horários, obrigação de honrar os sacrifícios que ela fazia por mim (como se fosse grande coisa), obrigação com o que a família dela fazia por mim e sentia por mim, obrigação de ser assim ou assado, ver esse ou aquele filme, não ver esse ou aquele outro filme, excluir orkut, sair da comunidade tal, parar de falar com amigos, de parar de dar role, de não beber, de fazer tal coisa... Sempre mesmo, não por amor, paixão, amizade ou companheirismo nem nada assim. Sempre obrigação.
Acho que no fundo, ela sabia que se essas coisas fossem por amor e paixão, ela teria que esperar deitada, e como esperaria... Se fossem coisas por companheirismo ou amizade, pior ainda, pois ela não tinha a capacidade de demonstrar esses laços afetivos com ninguém.
Por um lado, que inferno. Mas hoje eu entendo que, se não fosse, toda essa penca de obrigações que ela jogava na minha cara, não teria durado nem seis meses porque ela não tinha mais absolutamente nada que iria me segurar...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Uma vez, perto do Natal / As alianças: na rua

Nesse tempo com ela, eu vi alguns cúmulos do patético. Esse post com certeza foi um deles. 
Uma briga em dezembro, primeira semana. Ela havia me prometido algo, e veio me dizer que não ia cumprir, dizendo que era porque não podia. E ela cometeu o terrível erro de tirar a aliança do dedo e entregar na minha mão!
Eu, com os dois benditos anéis na mão, e de repente, a ideia perfeita! E os dois, atirados no meio da rua, sem piedade! Ela, com rosto choroso: "Por favor, me ajuda a achar as alianças" Eu:"Ué, você não quer ir embora? Então vá embora! Some!" E estava em frente em casa, num sábado, e uma distribuidora de frios em do outro lado da rua, aberta, e as pessoas que estavam lá olhando pra gente... fiquei morto de vergonha daquela coisinha, ajoelhada no chão, catando aquelas bostas e tive que abaixar pra ajudar, ou eu ficaria parecendo um crápula! Humilhante... E depois, ela ainda veio chorando, abraçando, assim que foram encontradas. E aí, eu respiro fundo, viro a cara pro lado, fecho os olhos, e lembro: mais uma vez você não conseguiu. Ela: sua responsabilidade, seu karma, a cruz que você vai ter que carregar.

Fugindo dela: outra história

Eu estava para começar o técnico. Já não suportava mais M. Rocha e sabia que não ia conseguir manter o estudo e o namoro. A questão não era o tempo; final de semana eu continuaria livre. A questão era a grana! Era curta, eu não ia conseguir pagar a escola e manter as frescuras dela. Sem manter as frescuras, viraria uma tortura...
Então, tomei a decisão mais lógica: resolvi terminar. Fui na casa dela por volta de 23:00; estava sofrendo e abalado. Cheguei a derramar algumas lágrimas, não pelo término, mas porque eu sabia que seria uma pequena guerra conseguir isso. Ela lutaria até a ´´ultima força; e eu já me via derrotado. Mesmo assim fui com garra! Ela, como era de se esperar, ficou desesperada e implorou que eu não o fizesse.
E veja o que acontece nessa hora: do nada, o Sr. A. Rocha abre o portão da garagem e vem gritando que pouca vergonha era aquela na casa dele! Inacreditável, mas eu juro, de pés juntos, que isso é fato! Ele estava descontrolado! Eu não entendi absolutamente nada, fiquei entre constrangido e ultrajado! A Sra. E. Rocha ouviu, e veio ver o que era aquele barraco. Entendeu a situação entre eu e a moça na hora, e foi falar com o Sr. A. Rocha e convencer ele a entrar. 
Mais uma vez eu vi que seria muito difícil sair da vida deles, e mesmo quando me sentia na merda e queria fugir, eles davam um jeito de me segurar mais um pouco. No meio do pequeno escândalo, eu acabei desistindo de desistir... intimidado.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O chapéu que eu gostava

Eu tinha esse chapéu que eu gostava muito. Era de feltro, marron, tipo o chapéu do Indiana Jones. Eu tinha achado na rua. Eu contei para M. Rocha e ela ficou com muito, muito nojo e disse que não ia andar do meu lado se eu estivesse usando o chapéu. Mesmo assim ela saiu comigo, mas se recusou a segurar na minha mão, em público, enquanto eu estivesse usando o chapéu. Ainda disse que se eu usasse o chapéu, eu ia terminar calvo!! Ela sabia que isso me afetava...
Em uma das ocasiões, eu vi quanta vergonha ela estava e tirei o chapéu. Aí, quando cheguei em casa, eu briguei com ela: disse que se ela tinha vergonha de sair comigo do jeito que eu era, por que ela não largava de mim então??
E ela não largou. E continuou fazendo as caras de nojo quando eu usava o chapéu. Eu não entendia. Eu não era um acessório pra ser bonitinho. Eu tinha minhas vontades também.
Além de não largar de mim, ainda correu trás de mim e me chantageou o quanto pode. Hoje me pergunto se ela realmente gostou de mim, ou gostou do fato de ter um bocó com carteira recheada andando com ela, pra cima e pra baixo pra ela mostrar pros outros que não era uma pessoa sozinha, quando na verdade, nunca o deixou de ser.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Fugindo dela

Uma das vezes que pensei em sair disso, foi quando pedi um tempo, e ela se recusou a me dar. Eu tive que me refugiar na chácara do meu pai, porque era um lugar onde ela não conseguiria chegar, pra poder conseguir o meu bendito tempo de paz. Esse final de semana foi ótimo! Meu pai ficou satisfeito comigo pois já tinha tempo que eu não ia lá por causa dela, porque ela não deixava. 
Desse final de semana, voltei triste: foi quando caiu a ficha. Era ela, ou nada. Eu não tinha opção. Acabei seguindo em frente com aquele namorico falido. M. Rocha, querendo saber porque eu estava triste. E eu, ainda humano, sem coragem de dizer que o motivo era ela.

O sábado da chácara

A gente tinha um horário para se ver, até certa hora eu podia estar na casa dela. Depois, tinha que juntar minhas coisas e ir embora. Uma vez, depois de ir embora, eu sai com meus amigos pra uma chácara. Não fiz nada demais. Assamos batatas, tinha vinho, mas eu mal bebi, e nem tinha menina direito, a maioria era só moleque, a menina que tava nem tinha notado, fui ver muito depois, e mesmo, foi embora cedo e era irmã o meu amigo. 
E ela não conseguiu aceitar isso! Quando descobriu, veio me dizer que eu tinha saído e largado ela em casa num sábado a noite, mas a verdade era que eu não podia ter levado ela porque o horário não permitia! A gente já tinha se visto, já tinha ficado juntos. Mesmo assim, levei uma bronca, como se tivesse feito algo de mais. Ela realmente achava que eu tinha obrigação de aturar ela o tempo inteiro!

Aliança: valores

Tudo começou quando comentei de um amigo que com 1 mês de namoro com uma menina, já estava usando aliança. Quisera eu não ter dito isso. M. Rocha começou a achar que o nossa relação era tão merecedora de anéis quanto a do meu amigo! Consequência: eu fui coagido a comprar a porcaria das alianças que eu nem queria ter usado jamais com ela! O tenso era que não tínhamos nem completado três meses. 
Primeiro, eram só indiretas. Indiretas que evoluíram para pedidos, que acabaram se tornando indiscretos, depois cobranças, como se usar aliança fosse assumi-la. Assumir mais o que? Já tinha sido tacado no meio daquela família, já tinha sido legal com todos, já tinha conhecido os pais, já tinha feito tudo que um cara descente faria. O que ela não entendeu em momento nenhum é que a vontade não veio porque esse tipo de vontade vem de dentro, vem do amor, vem espontaneamente. Não é o tempo, não é questão de assumir ninguém. 
A aliança, mais um troféu que ela queria pra esfregar na cara dos outros o que ela tinha, pra provar que era alguma coisa, pra provar uma coisa artificial, e não pra selar um grande amor. Era uma recompensa pelos supostos terríveis "sacrifícios" que ela fazia, e eu não pedia. Era um preço. Não poderia ter inversão maior de valores.
A verdade é que eu dei todas as chances que poderia dar a ela pra ela merecer receber alianças, e ainda sim, no fim, o máximo que ela conseguiu fazer foi me obrigar. Pelo menos, depois depois que comprei, pra lá de seis meses de namoro, calou a boca.

A Senhora legal e o retorno da Monstro do Ciúme

Sabe aqueles supostos mimos que eu recebia? Pois é. Provável que me chamem de ingrato e digam que eu to cuspindo em prato que já comi, mas não me levem a mal: acho que nem era tudo isso. Ou talvez fosse até o momento que fui simpático com uma das anfitriãs, numa certa viagem dessas e paguei por isso como se fosse crime. 
Porque um cara que tem namorada, na cabeça de M. Rocha, era proibido de falar com qualquer pessoa que não fosse ela. Mesmo que essa pessoa fosse a dona da casa onde eu estivesse hospedado e comendo de graça, que fosse uma senhora casada e que fosse, das pessoas dali, alguém que tinha assunto, além de falar que é a vítima do mundo, comigo. Mas não! Além de aturar ela a maior parte do tempo, ainda nem podia ter um momento de refresco com alguém que lesse mais do que Harry Potter! E ainda achou que tinha qualquer chance de conseguir conversar junto e cobrou que eu não puxei ela pra conversa... 
O remédio amargo que tomei? Simples. Sabe a ingratidão? Pois é, ela está aqui, e está por um motivo simples: me jogar na cara que eu recebi tudo aquilo de favor, e ainda como se eu tivesse tido a opção de não ir, é o cúmulo do ridículo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Os três anos e a energia nuclear

Quando fui a creche doar os presentes que ela me devolveu, foi muito, realmente muito engraçado ela dizer que perdeu três anos da própria vida comigo. Engraçado por dois motivos: um deles, não tínhamos três anos, que outros 5 meses ela estava somando pra fazer três anos?? Segundo: como pode alguém correr atrás de algo que rouba anos da própria vida? É o mesmo que se tacar voluntariamente numa ogiva nuclear pra contrair um câncer. Se você se taca, a culpa é toda sua. Se queixar, se foi você quem correu atrás, é o mesmo que dizer pro Einstein, teórico que alavancou a descoberta da energia nuclear que ele tem culpa do seu maldito câncer!

domingo, 7 de novembro de 2010

Ciúmes virtuais

Ter ciúmes é natural, tudo em excesso faz mal. Nesse caso, o excesso não fez mal à ciumenta, a M. Rocha, mas sim a mim!
Até ciúmes virtuais ela tinha, do tipo: amiga do orkut, com quem eu nunca fiquei, flertei ou nada, mas conversava coisas que não podia falar com ela. Cheguei a excluir pessoas das minhas redes sociais por não aguentar mais ela me cobrando, fazendo chantagens do tipo: "minha mãe faz isso, minha mãe faz aquilo e você nem pode fazer isso por mim!" "Você fica dando ideia pra essas biscatezinhas e eu aqui fazendo tudo por você!" como se minhas amigas estivessem flertando, se oferecendo ou sendo vulgares de qualquer maneira, coisa que elas nunca fizeram! Eu fui idiota de não ter reagido isso, minhas amigas mereciam mais... 
A louca chegou ao extremo de, uma vez que fui ver uma amiga minha que tinha ganhado neném a pouco tempo. Eu precisava conversar fora do namoro, desabafar o muito que já estava engasgado. M. Rocha reclamou e ficou jogando na minha cara que eu tinha ido na casa de uma amiga sem ela, achando que eu estava indo ver uma ex minha ou algo assim, mesmo sabendo que minhas ex estavam namorando e eu dizendo que elas não estariam lá! Ela jogou isso na minha cara vezes e mais vezes pra eu me sentir culpado, como se falar com outras pessoas fosse algum tipo de crime contra a relação! 
Tentou me obrigar a excluir minha página no orkut; tentou me obrigar a sair de um monte de comunidades; além disso, tive que ficar mais de um ano sem usar Msn. Muito fácil pra ela, já que ela não tinha, antes de mim, quase nenhuma vida social mesmo...

O enigma para a família

Ela disse que a mãe dela e a tia, notaram, perto do nosso grand finalle, que eu estava sendo seco e distante com os parentes dela, e começaram a desconfiar que eu não gostava mais dela. Que tinham ficado magoadas comigo, sem saber porque eu agia daquele jeito. Elas nem podiam imaginar que era por causa da coleira, das chantagens, das mentiras, das coisas que me obrigavam, das coisas que me cobravam, das indiretas pelo canto da boca, e toda liberdade roubada, além de todos os momentos de felicidade que eu havia perdido por culpa de todos eles. Nossa, era quase um enigma o meu porquê!!!

sábado, 6 de novembro de 2010

Os últimos jogos (parte 3)



Quando minha namorada soube que a garota que tinha visitado o orkut dela era minha ex, e soube das frases enviadas, do telefonema e da história da bicicleta, ela passou a entrar na página do orkut da minha ex porque sabia que ela estava tramando algo. Um dia, pra nossa surpresa, ela voltou a colocar fotos. Na hora que vi quais, não acreditei. Era muita falta de amor-próprio... Nesse dia já tinha vindo até na cidade onde mora minha atual pra nos conhecermos pessoalmente. O que eu não imaginava era que se tratava de mais um joguinho... 
A maior parte, fotos tiradas por mim. Algumas do cosplay de Morte. As frases eram músicas que ela mal conhecia, todas que eu gostava. Das fotos que eu tinha batido, havia foto de viagens que eu tava com ela, foto dela no meu quarto ao lado do meu armário, foto dela sentada na minha cama, foto dela usando os meus (repito MEUS) objetos pessoais, como um óculos redondo parecido com o do Ozzy, etc. Tinha também fotos tratadas com efeitos do Photoshop idêntico a efeitos que eu havia usado em foto que tava no meu orkut, que eu mesmo havia feito por insistência dela. Ela deve ter achado que tava me enviando algum tipo de mensagem secreta sobre meu passado ou coisa assim, ou então fez só pelo gosto de deixar minha garota mal... Quando pedi que ela tirasse, o doce que fez foi imenso. M. Rocha devia pensar que qualquer daquelas lembranças realmente faziam grande diferença pra mim.

Os últimos jogos (parte 2)

O pior de tudo foi a falta de senso dela pra perceber que eu já estava em outra. As frases do meu msn, as trocas de depoimentos no orkut, a frase de status do orkut... vários indícios que eu já estava num outro relacionamento. E o que ela faz pra me chamar atenção? Cosplay de Morte do Sandman, me respondia, quando eu falava em devolver a tal bicicleta, com frases completamente nada a ver, frases da Morte mesmo. Às vezes, simplesmente entrava e mandava a frase, depois ficava off! Ela realmente deve ter achado que fazer essas coisas me fariam mudar de idéia sobre o fim com ela, só podia ser isso, mesmo que pareça piada... Ela insistia com esses joguinhos estúpidos e mal sabia que eu estava prestes a afundar no relacionamento que está sendo meu divisor de águas na minha vida... Por um ponto, sentia pena... por outro, era tudo bem patético da parte dela. Pobre menina, eu cheguei a pensar... Grande erro.

As tralhas que ela me dava



Numa vez que o pai dela me expulsou da casa deles, ela veio atrás de mim e começou a história dos presentinhos que ela dava. Quase nunca nada que custava muito, com certeza nem um terço da grana que eu gastava só com presentes pra ela (fora os lugares que íamos e eu tinha que pagar). Além de baratos, eram quase sempre coisas que eu nem gostava nem tinha utilidade nenhuma pra mim. 
Quando eram coisas que não eram completamente inúteis, eram camisetas que eu nem queria usar, não gostava, e ela ainda ficava dando indiretas sobre eu não usar. Ela não comprava aquelas coisas pra me agradar, mas sim pra me fazer de boneco dela, ventindo o que ela achava que eu devia vestir.
Um dos cúmulos de tudo foi um peso de papel. Minha profissão? Eletricista. Onde eu trabalhava na época? Com certeza nada que tivesse a ver com mesa, papel, nem nada disso. Nem em casa eu usava papel nem nada assim!! Chegou a ofender minha inteligência me dando um creme de barbear, sendo que eu nunca usei creme de barbear nenhum e mal tenho barba! Como uma pessoa que fica dois anos e meio na minha vida pode não ter notado isso??? Pelo menos usei depois numa traquinagem com a minha atual namorada. Foi divertido.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A minha moto (parte 3)

Uma das vítimas das mentiras dela foi a minha moto. Eu tinha de pará-la pelo menos a um quarteirão de distância da casa dela para evitar suspeitas. Mesmo com cadeado, o bairro era muito mal frequentado e passagem de alguns elementos bem assustadores, logo eu sempre tinha medo me roubarem a moto. Mas eu não tinha escolha.
Um dia, quando voltei pra pegar minha moto, havia um blilhete nela: "um carro derrubou sua moto e eu levantei ela." Esse tombo detonou com ela. 
Me recordo que a Sra. E. Rocha me ajudou com o orçamento da manutenção, mas ainda ficou muito caro. Nessa época, eu já queria trocar de moto, mas o medo de ser roubado, me empediu. Eu preferia que o prejuizo fosse menor.
Quando finalmente troquei de moto, usava um escapamento silencioso, ao invés do barulhento, que havia vindo com ela e eu gostava mais. A certo ponto, já não aguentava mais e troquei pro escapamento que eu gostava mais, e era bem mais barulhento. Dava pra me ouvir chegando de longe, ainda mais naquelas ruas vazias. O pai dela desconfiou. E eu sofri com as indiretas.
O problema disso é que ela já sabia que eu era motociclista, e gostava disso. Não tinha plano de, tão cedo, comprar um carro. M. Rocha chegpou ao ponto de me dizer a frase: "eu não acredito que em quase três anos de namoro você não teve dinheiro pra comprar um carro!" Por algum raio de motivo, ela achava que eu tinha essa obrigação!!! Essa última foi uma das coisas que fez transbordar o copo.

A minha moto (parte 2)

Eu deixei de fazer várias viagens. Veículo, como já foi dito, nunca foi problema; o problema era essa proibição dela, que ela nunca tentou enfrentar. Além da moto, se eu não a levasse, era um drama terrível. Fazia eu me sentir um crápula por abandonála, como se eu não fosse voltar ou fosse trai-la. Nenhuma dessas viagens eu iria só, era sempre com amigos. Mas ela achava que era minha obrigação ficar com ela acima de tudo.
Teve essa vez que fui mesmo assim, escondido, porque se contasse, já sabia que ela iria me arrasar pra eu não ir. Foi uma das melhores viagens na minha vida! Em muito tempo, me senti verdadeiramente livre e feliz. Isso durou até que cheguei em casa. Minha mãe estava desesperada; ela havia feito várias ligações, e minha mãe já não aguentava mais o telefone tocar e ela perguntar sobre mim. Pela insistência da minha mãe, retornei. Mais uma vez, ela falou um monte pra eu me sentir um crápula, e mesmo cansado, ela me forçou a ir pra casa dela jantar. E meu ouvido virou pinico de novo!!!

Os jantares

Eu saia muito cedo pra ir ao trabalho, chegava muito tarde, sempre cansado, desgastado emocional e fisicamente. Almoçar meio-dia e chegar as 18:00, exausto, sem ter lanchado. E ela me ligava pra jantar lá. Na minha casa, a janta já estava pronta. Lá, eu sabia que iria chegar e esperar até 2h pra janta ficar pronta. Tinha que ficar lá até 23:00, 23:30, e em certas épocas tinha que acordar as 5:00 no dia seguinte.  Birrenta, se eu dizia que não ia, parecia que tirava duas garras pelo fone, que me apertavam. Dizia "mamãe fez isso, mamãe fez aquilo" e tal, que eu tinha que ir, que era minha obrigação como namorado, sem nem se importar com o quanto eu estava cansado. Minha mãe se chateava por eu deixar de comer a comida dela, que já estava pronta, pra comer a comida de lá. Eu, morto de fome. Ela, mais uma vontade feita.

A história dos presentes (parte 4)

Inconformado com a história dos dvds e de uma das miniaturas que ela deu sumiço, resolvi pegar uma parte dos brinquedos devolvidos e doar na creche onde ela trabalha. Seria a deixa perfeita pra eu finalmente conseguir conversar com ela, já que os pais estavam fazendo um escudo pra eu não conseguir entrar em contato com ela de jeito nenhum. 
Levamos os ditos e lá, e tentamos conversar. Ela insistia que íamos prejudicá-la no trabalho, como se isso fosse possível já que não houve escândalo, nem grito nem grosseria alguma de minha parte e da parte de minha namorada, que me acompanhou. Já da parte dela, foi diferente. Fora da creche, na conversa, mandou minha namorada se calar com grosseria, levantando o tom de voz, se mostrando quem era de verdade mais uma vez. Ela disse que chamaria a polícia, mas sendo minha namorada um pouco entendida no assunto, disse que não havia delito nenhum. Ela se irritou, e largou-nos, do lado de fora, falando sozinhos.

A história dos presentes (parte 3)

Um dia, conversando com minha atual namorada, mostrei o saco. Ela olhou, perguntou se aquilo era tudo. Eu disse que nunca tinha olhado realmente, e resolvi conferir. Foi quando caiu a ficha que os gashapons do School Rumble e os dvds, que eram das coisas que eu tinha dado a ela, não estavam no saco!!! Como assim? Ela devolve o que não me interessa, mas guarda o que me interessa? Esfregou na minha cara o quanto aquelas coisas eram idiotas pra ela, e nem me devolveu o que eu gostava. Resolvi pedir de volta. 
Ela até devolveu. Junto com o que eu queria, vi mais coisas que nem me interessavam. Um exemplo são essas sandálias do testário, além de um pinguente de pedra vagabundo e umas tranqueiras. Dos gashapons, faltava um. Os dvds que eu tanto gostava? Todos destruidos de tantos arranhões maldosos e propositais. Me senti péssimo. Depois de tudo que eu ralei pra botar sorriso na cara daquela garota, ela vinha e me cuspia na cara desse jeito.

A história dos presentes (parte 1)

O ruim de namorar uma pessoa mimada é que a pessoa fará pirraça pelas coisas que você não pode pagar. Eu trabalhava muito, ganhando pouco, mas me ajeitava com o que tinha. Eu sabia que não era tanto. Ela sabia, mas ignorava, sempre egoísta. 
As miniaturas (gashapon) do School Rumble (um anime) foram um caso disso. Como eu queria não ter tido de comprar aquilo e comprado capacetes novos! M. Rocha queria sempre comer em lugares que a grana não dava. Dividir a conta?? Coisa rara!!! Eu tinha que pagar o que ela queria e se dizia que não podia, ela fazia manha e chantagem sobre as coisas que eu comia e usava na casa dela! "Vamos ao cinema?" "Claro!" E eu pagava a minha entrada, a dela, a pipoca e a coca-cola. O filme, quase sempre algo que eu detestava. E ainda tinha que torcer pra ela não ver nada que quisesse muito pelo caminho. Chegou a me chamar pra ir ao motel e me forçar a pagar. Sempre queria os quartos mais caros.